Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


Uma História Cómico-Marítima

 

Pediu-me que fosse breve,
Mas a minha pena… é leve.
Passo então a detalhar,
Como vim aqui parar:

Estava no bar em pé,
A tomar o meu café,
Quando alguém se aproximou,
– “Muito trabalho?” Indagou…

– “Olá Henrique! Então?
– Essas férias? Já lá vão…
– Tenho tanto que fazer!”
Respondi, sem perceber…

Só mais tarde entendi,
O alcance, do que ouvi!
Quando Henrique decidido,
Me fez um certo pedido:

– “Põe em versos um projecto?
Eu relato-lhe o trajecto…”
Sem saber da dimensão,
Respondi-lhe: – “Porque não?”

E depois, a sós comigo,
Eu pensei “E eu consigo?
Não sei se tenho talento!
Assumi… agora tento!”

Ao site e blogue acedi,
E mais uns livros eu li!
E assim entrei no projecto,
Com o Henrique por perto…

Comecei a escrever,
Arrisquei, e sem saber,
Se ia d’encontro ao pedido,
Disse assim ao meu amigo:

– “Olhe que se não gostar”,
– Eu não me vou importar!”
– “Mas é isto que eu quero!”
– Disse-me Henrique, sincero.

Reunimos em Janeiro,
P’ra falarmos de Junqueiro,
Das fases deste projecto,
O fim estava bem perto…

Lemos os versos por partes,
Sentados no bar das artes,
Fomos dando uns retoques,
Não há registo de choques…

E surge o conto, a história,
Pode apagar-se a memória…
Que está tudo registado!
E tudo será lembrado.

É uma história em movimento,
Com suas velas ao vento,
Contada por um barqueiro,
Distraído, mas certeiro…

– “Que título havemos de dar?”
– “A esta forma de narrar?”
É uma história e é lírica,
E é cómica e marítima!

Não preciso de dizer,
O nome que ela vai ter,
Sei que está a ser trabalhada,
Gravada, sonorizada!

Sei ainda, que estudantes,
Dedicados e brilhantes,
De Música, Som e Imagem,
Trabalham nessa Viagem.

E mais eu não vou dizer,
Apenas agradecer:
Revisitei, descobri,
Também eu me envolvi!

Obrigada ao Henrique,
Por me acolher no seu dique.
Estou mais rica, e certamente,
Não só eu, muito mais gente!

 Francisca Magalhães Basto

(SIGIQ)

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