Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


Memória de um Século

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Guerra Junqueiro, Memória de um século

Quase apenas uma reconstituição. Porque somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos

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Henrique Manuel Pereira, Guerra Junqueiro: Memória de um Século. Porto: Alforria, 2016, 218 pp. ISBN: 978-972-95941-5-1



Guerra Junqueiro – Porta XIII

Quase como quem chama amigos para esta celebração da poesia de Guerra Junqueiro.

Será na Porta XIII, já ali, em Vila Nova de Cerveira.



“O fato novo do Sultão”

Ainda que tardiamente, devemos aqui registar a dramatização de um dos contos de Guerra Junqueiro que integra os seus Contos para a Infância. Embora publicados em 1877, acreditem que há ali grande potencial de representação.

Parabéns à Biblioteca da Fundação Alord, aos organizadores e, claro, aos actores!

Eis a notícia que recebemos:

“Como vem sendo hábito, esta Biblioteca celebrou mais um aniversário no passado dia 3 de Dezembro.

Para assinalar a efeméride, organizou um espetáculo onde se destacou a dramatização do conto de Guerra Junqueiro “O Fato Novo do Sultão”, com encenação de Eugénia Gonçalves e Ana Ferreira e interpretação dos alunos da EB1 de Parteira.

Esta dramatização inseriu-se na homenagem ao escritor Guerra Junqueiro iniciada no passado mês de Outubro, pela Fundação A LORD, em colaboração com a Escola das Artes da Universidade Católica do Porto (UCP) e no âmbito do projecto Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro e do programa das Comemorações do Centenário da República.

Parabéns aos jovens participantes pelo seu desempenho nesta pequena peça que os presentes aplaudiram vivamente.”

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Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança (3)

Em Bragança, nas três exibições de Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, de entre os Meios de Difusão Colectiva ali presentes, uma surpresa e uma descoberta para nós: a Localvisão Tv.

De que se trata? De “um projecto de televisão local com uma dimensão nacional. […] De facto, “é um projecto sem paralelo, assente numa óptica operacional mista de TV Online e Web TV.” E se é “uma televisão de proximidade, que trata individualmente cada região, numa lógica de abordagem diferenciada, tendo em conta as diversidades de cada uma, que os meios de comunicação nacional habitualmente não reconhecem” a Localvisão Tv faz o seu trabalho pela positiva. Está disponível gratuitamente, através da Internet (http://www.localvisao.tv).

Se, como alguém nos disse, a LocalVisão TV é “quase omnipresente”, o trabalho de Ângela Silva mostra que é também muito rápida em termos de produção:



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança

Numa parceria da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e da Câmara Municipal de Bragança, a longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, realizada por Henrique Manuel Pereira, com produção da Escola das Artes (UCP.Porto), será exibida amanhã, dia 12, no Auditório Paulo Quintela de Bragança.

O filme terá três exibições, sendo duas (11:00 e 14:30 horas), destinadas às escolas e uma ao público em geral (21:30 horas).



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Reportagem

A Timeline (Grupo de Registo Audiovisual de Som e Imagem) prometeu e cumpriu.

Depois do pequeno resumo que abaixo partilhamos, oferece-nos agora, em pleno fio da navalha da época de exames, uma reportagem de 7’45’’ sobre a noite da estreia do documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro. Sucedeu isso, como sabem, no Auditório Ilídio Pinho (Pólo Foz da UCP-Porto), na noite de 15 de Novembro de 2011.

Este trabalho deve ser creditado a:

 Câmara: André Castro, Bruno Lopes, José Diogo Magro, Samuel Couto Captação de Som: José Diogo Carvalho e José Dinis Henriques Edição Vídeo: Gerardo Burmester e José Diogo Magro Edição Som: José Dinis Henriques Produção: Pedro Moreira Coordenação: Prof.ª Helena Figueiredo.

A todos e a cada um, o nosso reconhecimento.



Fiel/ Na Feira da Ladra (História de um piano)

Dois em Um. Dois textos de Guerra Junqueiro quando jovem (1877-78).

O Fiel, poema narrativo em 151 versos, aqui ilustrado por Francisco Silva, é a história duma fidelidade canina.

Fidelidade, virtude complexa e difícil, leva dentro palavras, gestos e gratidão. Exige um passado com história(s), uma memória capaz de o conservar e uma vontade que o plante no futuro. Sendo verdadeira é, como o amor, prisão que liberta. Talvez por isso os casais felizes “são tão comoventes quando envelhecem, mais até do que os apaixonados principiantes que, muitas vezes, mais não fazem do que sonhar o seu amor”. Virtude conjugal por excelência, a fidelidade não é, portanto, exclusiva dessa relação.

 título: Fiel

autor: Guerra Junqueiro

 organização, estudo e notas:

Henrique Manuel S. Pereira

 nota de abertura: Francisco Leal

revisão do texto: Ana Maria Martins

 ilustrações: Francisco Silva

design gráfico: João Oliveira

edição: Fundação A LORD/ Escola das Artes (UCP. Porto)

tiragem: 1000 exemplares

data: Outubro 2011

isbn: 978-972-8845-15-5

depósito legal: 333362/11



“Não Linear”: Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro

No início deste ano, o Não Linear, espaço de programação televisiva produzido pela Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, realizou uma entrevista com Henrique Manuel S. Pereira, coordenador do projecto “Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro”. Por ela passa muito do que, até então, se foi fazendo no âmbito do projecto.

 Emitido na RTP 2, o Não Linear apresenta os projetos audiovisuais mais inovadores e interessantes criados no âmbito do curso de Som e Imagem da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Curtas-metragens de ficção, documentário, publicidade, cinema de animação e obras de arte digital preenchem o programa.

S03E11 (Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro) from Não Linear on Vimeo.

 Ficha Técnica: Direcção de Produção: Álvaro Barbosa; Câmaras: Luís Pedro Cardoso, Francisco Lobo; Som: Mafalda Rebelo; Entrevista: João Nuno Brochado Genérico Inicial: João Seabra; Pedro Marques, Maria João Neves, Ana Luísa Santos; Genérico Final: João Seabra, Pedro Marques; Edição e Grafismo: Francisco Lobo; Produção: Mafalda Rebelo; Realização: João Nuno Brochado



Lágrima de Fogo – Guerra Junqueiro

No âmbito do Revisitar Descobrir Guerra Junqueiro: 1º “Solstício Cénico em Viana”. Teatro Sá de Miranda, em 7 de Julho de 2011.

Texto e Direcção: Castro Guedes

Interpretação: Ana Perfeito; Elisabete Pinto, Ricardo Simões, Simão Luís.

Câmara e edição: Leonor Reis



Uma história cómico-marítima: Ilustrações

Mal eu sabia que quando tive a cadeira de Escrita Criativa com o Professor Henrique, no 1º Ano de Faculdade, me voltaria a encontrar com ele para um projecto tão diferente. E mal eu sabia também, que quando reprovei no ano passado, no 3º ano de Som e Imagem, ia ter o melhor “segundo 3º ano” da minha vida. Foi um ano de mudança, em que a ilustração deixou de ser um hobby, de há muitos, muitos anos, e passou a ser um sonho e um projecto de futuro.

Quando o Professor Henrique Manuel Pereira me convidou, aceitei logo, sem hesitar e sem, na verdade, saber no que me ia meter.

Muitas vezes achei que não ia ser capaz de levar o projecto a bom porto. Eram tantas ilustrações, e nem sempre as palavras me traziam uma imagem clara à cabeça. Com o passar do tempo, com as conversas e trocas de ideias, as imagens começaram a passar como um filme. O projecto começou a ganhar ainda mais vida e a minha vontade em fazer mais e melhor também aumentava. Perdi a conta aos desenhos e às mudanças que fiz. Estão todos guardados numa “capinha”, e ela será sempre uma preciosa recordação do primeiro livro que ilustrei!

Agora que a Uma História Cómico-Marítima está contada, ainda penso que podia ter feito alterações aqui ou ali. Mas o resultado final transpira tanto carinho, entusiasmo e dedicação de uma equipa tão unida, que não podia ter sido melhor! Obrigado,

 Mariana Crisóstomo

(Uma amostra:)

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Uma história cómico-marítima: Música

Quando fui convidado pelo Professor Henrique Pereira para criar um soundtrack musical para Uma História-Cómico Marítima, a minha resposta foi imediatamente afirmativa. Depois, contabilizados os instrumentos ao meu dispor, concluí que o género dos temas musicais teria forçosamente de se adaptar aos instrumentos.

Procurei inspiração nos textos do Poeta Guerra Junqueiro e concluí que não seria possível reaproveitar clichés antigos de combinações de instrumentos; teria que jogar com uma textura nova, permanecendo embora num ambiente de uns quatro ou cinco séculos atrás.

É fácil fazer uma temática misteriosa, escura, “épica” com a variedade de texturas que uma orquestra sinfónica coloca ao nosso dispor. Mas apenas com viola, flauta, cravo e alguns restos de uma bateria, bem, a coisa complica-se. Foi uma aventura pelo mundo minimalista, onde cada instrumento teve papeis não idiomáticos.

 O resultado final – três temas originais: “Épico”, “Meditação” e “Danças” – é muito diferente daquilo que foi registado primeiramente no papel. Se isto é bom? Com certeza que sim! Foi através das preciosas apreciações dos meus colegas, bem como de muitas adaptações, alterações e improvisações in loco que se conseguiu este resultado. A música vive de alguma espontaneidade, do árduo trabalho dos músicos, e, claro, de um pequeno toque de magia. Terá a magia vindo do próprio Guerra Junqueiro? É bem possível.

Patrick Johansson



Uma História Cómico-Marítima

 

Pediu-me que fosse breve,
Mas a minha pena… é leve.
Passo então a detalhar,
Como vim aqui parar:

Estava no bar em pé,
A tomar o meu café,
Quando alguém se aproximou,
– “Muito trabalho?” Indagou…

– “Olá Henrique! Então?
– Essas férias? Já lá vão…
– Tenho tanto que fazer!”
Respondi, sem perceber…

Só mais tarde entendi,
O alcance, do que ouvi!
Quando Henrique decidido,
Me fez um certo pedido:

– “Põe em versos um projecto?
Eu relato-lhe o trajecto…”
Sem saber da dimensão,
Respondi-lhe: – “Porque não?”

E depois, a sós comigo,
Eu pensei “E eu consigo?
Não sei se tenho talento!
Assumi… agora tento!”

Ao site e blogue acedi,
E mais uns livros eu li!
E assim entrei no projecto,
Com o Henrique por perto…

Comecei a escrever,
Arrisquei, e sem saber,
Se ia d’encontro ao pedido,
Disse assim ao meu amigo:

– “Olhe que se não gostar”,
– Eu não me vou importar!”
– “Mas é isto que eu quero!”
– Disse-me Henrique, sincero.

Reunimos em Janeiro,
P’ra falarmos de Junqueiro,
Das fases deste projecto,
O fim estava bem perto…

Lemos os versos por partes,
Sentados no bar das artes,
Fomos dando uns retoques,
Não há registo de choques…

E surge o conto, a história,
Pode apagar-se a memória…
Que está tudo registado!
E tudo será lembrado.

É uma história em movimento,
Com suas velas ao vento,
Contada por um barqueiro,
Distraído, mas certeiro…

– “Que título havemos de dar?”
– “A esta forma de narrar?”
É uma história e é lírica,
E é cómica e marítima!

Não preciso de dizer,
O nome que ela vai ter,
Sei que está a ser trabalhada,
Gravada, sonorizada!

Sei ainda, que estudantes,
Dedicados e brilhantes,
De Música, Som e Imagem,
Trabalham nessa Viagem.

E mais eu não vou dizer,
Apenas agradecer:
Revisitei, descobri,
Também eu me envolvi!

Obrigada ao Henrique,
Por me acolher no seu dique.
Estou mais rica, e certamente,
Não só eu, muito mais gente!

 Francisca Magalhães Basto

(SIGIQ)



Existência suprema

Em plena Sexta-Feira Santa, e como pretexto para formular votos de uma Santa e Feliz Páscoa a quantos nos acompanham nesta aventura, um pequeno excerto dos escritos filosóficos de Guerra Junqueiro:

 “Shopenhauer não compreendia como se chega à felicidade vencendo a dor pelo amor. Chama a esse estado aniquilamento quando é em verdade a existência suprema”.

 O desenho do lado, inspirado na poesia “Evolução” e no último retrato de Junqueiro, é da autoria de Rui Sousa, Arquitecto, Professor, e amigo da equipa do Revistar/descobrir Guerra Junqueiro. Outros trabalhos de Rui Sousa: http://desenhosdorui.blogs.sapo.pt/

HP



Poesias com imagens – Ermesinde

Seria tarefa árdua exibir aqui todos os trabalhos desenvolvidos pelos alunos da Escola Secundária de Ermesinde, tendo por base Guerra Junqueiro como “Autor do mês”, no passado mês de Janeiro. A esse respeito procurámos já dizer alguma coisa. (Vd. Post 107).

Das dezenas de composições poéticas ali trabalhadas e das muitas ilustrações por elas inspiradas damos apenas uma amostra.

Poesias: “F.” (de Filomena) e “Evolução”, ambas do livro Poesias Dispersas.

Ilustrações: bom, aqui tivemos mesmo que cingir-nos ao que conseguimos digitalizar, sem qualquer outro critério de selecção. Referem-se elas a poesias que vão desde A Morte de D. João (1874), A Musa em Férias (1879), A Velhice do Padre Eterno (1885), Finis Patriae (1890), Os Simples (1892), Pátria (1896), até, como dissemos, Poesias Dispersas (1920). E ficámo-nos pela amostra de apenas alguns trabalhos do “11º L”, cujos criativos foram: Ana Félix, Ana Lourenço, Ana Rita Pinto, André Freitas, Bruna Campos, Bruna Sofia Lino, Cláudia Dias, Daniela Marisa, Francisca Ribeiro, Inês Alves, Nuno Monteiro, Pedro Batista, Ricardo Nunes

Parabéns aos alunos que desenvolveram estes (e outros) trabalhos e aos professores que os estimularam e acompanharam.

HP

F.

Quantos astros tem o céu?

Quantas ondas tem o mar?

Quantos mares no meu peito!…

Quantos céus no teu olhar!

                               (Guerra Junqueiro)

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Evolução

Arde o corpo do Sol, brotam feixes de luz:

O que é a luz?

Sol que morreu.

 […] 

Morreu a luz, pulverizando a fraga; / Morreu a poeira, alimentando a seara;/ Morreu a seara, que gerou o trigo;

Morreu o trigo, que deu vida à carne; / Morreu a carne, que nutriu desejo; /Morreu desejo, que se fez pecado;

Morreu pecado, que floriu em dor;/ Morreu a dor, para nascer o Amor!

 E só o Amor na vida sepulcral / É infinito e é imortal!

                               (Guerra Junqueiro)



Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro (quase) à Loopa

Como dizer o Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro em apenas 40 segundos?

HP



15 Setembro: Instantes

Instantes do olhar, por Jenny Feray.

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Outros trabalhos da autora:

http://www.jenny-feray.odexpo.com/

HP



15 SETEMBRO: GUERRA JUNQUEIRO DE FREIXO PARA O MUNDO

Depois da “Morena”, no hall principal da U.C.P. Porto, e antes do Porto de Honra, no Bar das Artes, passámos ao jardim e percorremos a exposição Guerra Junqueiro, de Freixo para o Mundo.

Aqui fica uma pequena amostra em vídeo, com registo de Henrique Sousa e Renata Ramos, e edição de Catarina Costa.

Composição musical: “Canção Perdida” – letra de Guerra Junqueiro e música de J. Viana da Mota, interpretada por Marina Pacheco (Voz) e Ángel González (Piano).

HP



15 SETEMBRO: MORENA

Continuemos a memória do dia 15 de Setembro p.p, data em que, na Universidade Católica do Porto, assinalámos os 160 anos do nascimento de Guerra Junqueiro com a apresentação de uma edição especial de A Lágrima e com a exposição e livro homónimo Guerra Junqueiro, de Freixo para o mundo.

A transição entre os dois momentos foi, então, feita com “Morena”, versos de Guerra Junqueiro, desta vez musicados por João Arroio e interpretados por elementos da Orquestra Juvenil de Gaia, em parceria com o Departamento de Música da Escola das Artes.

Dizer obrigado é pouco, tanto mais que, no dia, na vertigem dos acontecimentos, faltou fazer-lhes um agradecimento público. Aqui fica, Urbi et Orbi, a nossa reconhecida gratidão.

Ao maestro Fernando Costa ficamos a dever não apenas o entusiasmo e a cumplicidade na preparação deste belo momento musical, como uma igual entrega em outra fase desta aventura de Revisitar/descobrir Guerra Junqueiro.

Em A Música de Junqueiro demos conta de seis trabalhos musicais sobre a “Morena” (mais tarde, no Brasil, descobriríamos um outro – Cf., mais abaixo, Post 70). Não obstante, e embora sinalizado naquele o livro, esta “Morena” de João Arroio não se encontra gravada nos dois CDs que integram A Música de Junqueiro. Sabíamos, portanto, da sua existência, mas foi-nos impossível aceder à partitura. Se em 15 de Setembro a pudemos interpretar foi graças à investigação e à generosidade de Marina Pacheco e ao seu particular apreço por João Arroio.

É de facto assinalável a popularidade desta “Morena”, singela poesia, escrita ainda no tempo de formação académica do Poeta. Publicada por primeira vez em O Primeiro de Janeiro (13 Outubro 1870), seria depois integrada, com ligeira alteração e supressão de uma estrofe, em A Musa em Férias (1879).

 Câmaras: Henrique Sousa e Renata Ramos. Edição: Catarina Costa.

HP



15 Setembro: Encerramento – F. Carvalho Guerra /U.C.P.

Seguiram-se outros momentos, mas coube a Francisco Carvalho Guerra encerrar a cerimónia de apresentação da edição especial de A Lágrima e da abertura da exposição Guerra Junqueiro, de Freixo para o Mundo com livro homónimo.

Câmara: Henrique Sousa, Renata Ramos, Susana Grilo. Edição vídeo: Catarina Costa.

HP



“Lágrima em Fogo” – CDV

“Nunca o Porto assistiu a uma catástrofe tão pavorosa” como a ocorrida na noite de 20 para 21 de Março de 1888. Foi essa “fornalha crepitante onde centenas de corpos foram reduzidos a cinzas” a circunstância inspiradora de A Lágrima, que Guerra Junqueiro compôs em Viana do Castelo, com data de 25 de Março de 1888. E por isso, além da oferta de uma centena de exemplares de A Velhice do Padre Eterno, o Poeta ofereceu-a para publicação, revertendo o produto das vendas em favor das “vítimas do incêndio Baquet”.

Não foi, portanto, por acaso que o Centro Dramático de Viana, associando-se a nós na celebração dos 160 anos do nascimento de Guerra Junqueiro, abriu o evento do passado dia 15 de Setembro com uma Lágrima em Fogo.

 Também assim se actualiza a memória, se encurta a distância e se tecem cumplicidades.

A Castro Guedes autor e encenador de Lágrima em Fogo, a Alberto Quaresma, Ana Perfeito, Elisabete Pinto, e Ricardo Simões significamos uma vez mais a nossa gratidão. A Cátia Ventura, da Orquestra de Câmara de Gaia, que ao violino evocou a “Canção Perdida”, musicada por António Fragoso, estamos igualmente muito gratos.

Edição vídeo de Catarina Costa.

HP



Guerra Junqueiro: ao Governo Provisório da República Portuguesa

Há cem anos, neste preciso dia 5 de Outubro de 1910, em telegrama ao Governo Provisório da República Portuguesa, dizia Guerra Junqueiro:

Saúdo na República a libertação magnânima e sublime do grande povo português. Um bando de heróis extraordinários remiu-nos a todos do cativeiro. A alma da pátria desabrocha vitoriosamente em flor de luz, em flor de ideal. Glória eterna aos vencedores, paz e perdão para os vencidos.

Confrangem-me a alma tantas desgraças e tanto sangue derramado. Mas, entre as mortes, há uma, a de Cândido dos Reis, que me banha de lágrimas ardentes, que me atravessa de dor o coração. Pavoroso destino o dessa criatura augusta, uma das mais altas e nobre que conheci sobre a terra!

Esperemos agora que a República seja sinónimo de ordem e de harmonia, de inteligência e de trabalho, de amor e de justiça, de liberdade e de beleza, para que a história de Portugal esplenda no mundo novamente.

Viva a Pátria republicana! Viva Lisboa, a cidade heróica!

HP



15 Set. A Lágrima /Guerra Junqueiro, de Freixo para o Mundo

Algumas fotografias do passado dia 15 de Setembro, data em que a Escola das artes da Universidade Católica do Porto, em parceria com a Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, assinalou a passagem dos 160 anos do nascimento de Guerra Junqueiro (1923-1950), no âmbito do centenário da República.

Para o efeito, foi apresentada uma edição especial de A Lágrima – traduzida em cinco línguas, organizada por Henrique Manuel S. Pereira, ilustrada por Urbano (Resendes) e editada pela Lello Editores – bem como a exposição biobibliográfica e livro homónimo Guerra Junqueiro, de Freixo para o Mundo, iniciativa da CM de Freixo, com concepção e organização do coordenador do Projecto Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro. Contámos, como sempre, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e com a parceria do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias.

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Presidiu à cerimónia F. Carvalho Guerra, em representação de Joaquim Azevedo, (Presidente do Centro Regional do Porto da U.C.P). A seu lado, na mesa, sentaram-se Luís Machado de Abreu (Universidade de Aveiro,) José Manuel Caldeira Santos (Presidente da CM de Freixo de Espada à Cinta), Urbano Resendes, José Manuel Lello e Henrique Manuel Pereira.

A nós se juntaram, além de muitos outros amigos, o Centro Dramático de Viana do Castelo – com “Lágrima em Fogo”, escrita e encenada por Jorge Castro Guedes e interpretada por Alberto Quaresma, Ana Perfeito, Elisabete Pinto e Ricardo Simões; elementos da Orquestra de Câmara de Gaia – Abraão Silva (tenor), Hugo Santos (1º violino), Cátia Ventura (2º violino); Francisco Portugal (Flauta de Bisel), Fernando Costa (Violoncelo), e Marina Pacheco (Soprano) da Escola das Artes, os quais, sob a coordenação do maestro Fernando Costa, interpretaram “Morena” (versos de Guerra Junqueiro e Música de João Arroio); António Salgado (barítono) e Ángel González (Piano), da Escola das Artes da U.C.P (Porto), interpretando “O Cavador” (versos de Guerra Junqueiro e Música de António Viana).

No bar das Artes, aquando do Porto de Honra, uma amostra do trabalho da seda por duas artesãs de Freixo de Espada à Cinta. (Descobrimos, por exemplo, que um simples casulo dá qualquer coisa como 1 400 metros de fio de seda!)

As fotografias são de Alexandra Brites e Sofia Oliveira.



À Volta de Junqueiro: Vida, Obra e Pensamento – Ecos e Reacções

Ainda a propósito da noite de 21 de Maio de 2010. Terminada a cerimónia de apresentação/lançamento do livro À Volta de Junqueiro, Vida Obra e Pensamento, passámos ao Porto de Honra no atrium da Universidade Católica do Porto.

Sem aviso prévio e de forma implacável, a nossa já famosa equipa de repórteres – Pedro Moreira (entrevistas) e Henrique Sousa (câmara) entrou em acção… Edição vídeo de  André Guiomar e Miguel Costa, Pós-produção de André Guiomar.

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À Volta de Junqueiro: Pelos bastidores

Tendo havido ainda “outros bastidores” no evento de 21 de Maio, registe-se, desde já, uma parte:

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Uma noite, um evento, um grupo de amigos que se junta para celebrar mais um avanço do projecto Revisitar|Descobrir Guerra Junqueiro.

Foi assim que encaramos a noite de 21 de Maio – o lançamento do livro À Volta de Junqueiro – eu, a Renata Ramos, a Sofia Oliveira, o Henrique Sousa e o Pedro Moreira.

Há vários meses que Junqueiro fazia parte das nossas conversas e do nosso trabalho, através de pequenas colaborações no projecto. Também desta vez respondemos ao apelo do professor Henrique Manuel Pereira para ajudar nos bastidores.

As expectativas eram muitas, conhecendo a qualidade do projecto já iniciado. A prometida presença de Manoel de Oliveira animou ainda mais as preparações: afinal é uma referência para todos nós que abraçamos estas andanças do cinema.

Assim, organizámos as nossas agendas e, no dia, lá estávamos logo de manhã: com câmaras, tripés – a parafernália toda que nos costuma acompanhar. A tarde foi passada a rever o alinhamento da apresentação, com cuidado para não escapar alguma coisa. Como é natural, havia sempre algo a corrigir: dvds a dar erro ao gravar, programas a não responder e todos a stressar.

Até que chegou a hora e o medo aumentava com os novos problemas que surgiam – uma câmara indicava, erradamente, não ter cassete, outra apresentava a imagem esverdeada. Entretanto, o burburinho do auditório a encher aumentava e a questão agora era encolher os tripés para dar passagem ao público.

Mas tudo acabou por dar certo. Quando começaram os vídeos, as entrevistas e a música, a nossa atenção desviou-se do trabalho para os acontecimentos no palco. Ao ouvir o professor Henrique Pereira a falar do projecto com a paixão que o move desde o início, sentimo-nos seus cúmplices e o medo desapareceu.

Terminado o trabalho, veio a descompressão, os risos nervosos acerca das nossas gafes, e o comentário dos vários momentos do evento.

Este não foi o simples lançamento de um livro: foi mais uma bela noite de partilha À Volta de Guerra Junqueiro.

Susana Grilo

(aluna de Som e Imagem – EA-UCP)