Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


Memória de um Século

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Guerra Junqueiro, Memória de um século

Quase apenas uma reconstituição. Porque somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos

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Henrique Manuel Pereira, Guerra Junqueiro: Memória de um Século. Porto: Alforria, 2016, 218 pp. ISBN: 978-972-95941-5-1



Prefácios e uma recensão; Junqueiro e A Folha: Ateneu Comercial do Porto

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Henrique Manuel Pereira [Org.], Guerra Junqueira e A Folha. Primícias. Seguido de Índice geral da revista. Porto: Alforria-Tenacitas, 2016.

Guerra Junqueiro, Prefácios e uma recensão. Organização, Introdução e Notas Henrique Manuel Pereira. Porto: Alforria-Tenacitas, 2016.



Guerra Junqueiro e A Folha

Henrique Manuel Pereira [Org.], Guerra Junqueira e ´A Folha’. Primícias. Seguido de Índice geral da revista. Porto: Alforria-Tenacitas, 2016.

 “Não custa ver que temos hoje entre mãos o trabalho exaustivo e definitivo que faltava em matéria de relações de Junqueiro com A Folha.

O poeta das “orações” teve até hoje três monumentos críticos: Lopes de Oliveira, este ainda em vida do grande iconoclasta, Amorim de Carvalho e agora Henrique Manuel Pereira. Dos três, o último é o primus inter pares, porque muito trabalhou já e ainda lhe faltam para em definitivo se cumprir muitos anos de realizações. Pelo trabalho rigoroso e apaixonado, pela atenção e pela persistência, que encontra sempre novos motivos de observação e de encanto, por tudo o que nos tem dado já, e tanto e tão continuado tem sido, a ponto de ser ele quem hoje num vasto círculo de entendidos melhor sabe do poeta, e por tudo o que ainda dele esperamos, e que tanto e tão alto pode ser, merece o organizador deste trabalho a gratidão de todos os que admiram e estudam Guerra Junqueiro.”

António Cândido Franco 

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Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro

Enquanto projecto, o “Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro” terminou na noite de 15 de Novembro de 2011, com a estreia da longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, agora pelo circuito de festivais nacionais e internacionais.

Entre 2009 e 2011, fase após fase, pelo cruzamento de uma multiplicidade de linguagens artísticas e uma extraordinária sinergia de esforços, outros produtos foram sendo desenvolvidos e realizados:

É verdade que os Poetas não morrem, transpõem as fronteiras do tempo, continuando eternos e falantes na obra que lhes sobrevive. Terá este projecto suscitado a vontade de (re)ler e conhecer Guerra Junqueiro? Acreditamos que sim. Há provas disso.



Um Poeta três olhares

Passam no próximo dia 15 de Setembro 162 anos do nascimento de Guerra Junqueiro. A data não é das mais redondas, mas não deixa de ser um excelente pretexto para revisitar ou descobrir o Poeta.

Para o efeito, a Confederação_Núcleo para a Investigação Teatral, em parceria com a Escola das Artes da Católica Porto e o Grupo Musical de Miragaia, concebeu uma homenagem a que deu o nome de “Em Nome da Paz: cine-conversa em torno de Guerra Junqueiro”.

Realizada em dois dias, integra a exibição de três filmes que possibilitam diferentes olhares cinematográficos, diferenciados no tempo e na perspectiva, sobre o autor de “Os Simples” e “Pátria”.

Assim, no dia 15, no Auditório de Miragaia, no Porto: às 17h00 são exibidos os filmes Guerra Junqueiro (Leonel Brito) e O Douro nos Caminhos da Literatura… Guerra Junqueiro (Mário Augusto).

Às 21h00, no mesmo auditório, é projectado o documentário Nome de Guerra: a Viagem de Junqueiro, longa-metragem realizada por Henrique Manuel Pereira e produzida pelo departamento de Som e Imagem da Escola das Artes da Católica Porto. Seguir-se-á uma cine-conversa com os realizadores Leonel Brito, Mário Augusto e Henrique Manuel Pereira, moderada por Miguel Ramos.

Dia 16:
10h30: Visita à Casa-Museu Guerra Junqueiro
11h45: Visita à Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto de Mesquita Carvalho.
Estando as visitas condicionadas a um número máximo, os interessados podem realizar a pré-inscrição através do e-mail confederacao.nit@gmail.com.



Morena – Fados de Amor

A Música de Junqueiro, livro com CD duplo, editado pela Universidade Católica Editora.Porto, lançado em 2009, está desactualizado. Dizemo-lo com satisfação. Em A Música de Junqueiro reunimos tudo quanto, então, conseguimos encontrar de composições musicais criadas com base na poesia de Guerra Junqueiro.
Após isso, no Brasil, descobrimos, uma outra peça, “Morena”, musicada por Francisca Gonzaga. Como demos conta, gravamo-la no CD de Uma História Cómico-Marítima, sendo essa, a nossa conhecimento, a primeira gravação daquela composição musical.
Que encanto especial terá a “Morena” que Guerra Junqueiro publicou em A Musa em Férias, no remoto ano de 1879? A pergunta faz sentido, uma vez que foram vários os compositores que a musicaram: A. Duarte da Costa Reis, Fernández Gil, G. Romanoff Salvini, J. A. Saldanha Júnior, João Arroio e Óscar da Silva, com posteriores arranjos de Fernando Valente.
Mais recentemente, e esta a razão do post, musicou-a também Pedro Pinhal. Podemos ouvi-la no CD Fados de Amor (2012) de Rodrigo Costa Félix, com interpretação de Rodrigo Costa Félix e Katia Guerreiro.



EB de Gião – Vila do Conde

Diz-se que o “trabalho de menino é pouco” – será? Em todo o caso, “quem o despreza é louco.” Não o queremos ser. Por isso, e assumindo o manifesto fora de tempo, queremos sinalizar uma Festa de Final de Ano académico realizada na tarde de 16 de Junho. Foi assim: os alunos do 4º ano da EB de Gião, Vila do Conde, acharam por bem declamar e dramatizar “A Moleirinha” de Guerra Junqueiro.

Vai daí, logo em Fevereiro, “aquando da inspecção”, uma aluna disse “que iriam trabalhar poesias de Guerra Junqueiro. Ela chegou a pesquisar na Net um dos contos para a infância do poeta e trouxe para a turma ler.” Depois, alunos e professora, foram navegando aqui pelo blog e site e viram partes do documentário “Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro”. Pensando na apresentação para a Festa de Final de Ano, “entre A Lágrima e a Moleirinha escolheram esta última, talvez pela sonoridade da mesma. Os ensaios foram ao longo da semana e, no dia da festa, alguém da plateia comentou que era uma poesia antiga e achou curioso ouvi-la ali, na festa.”

Parabéns pela iniciativa, muito obrigado pela notícia e também pelas fotografias. (Quanto à qualidade destas, não se preocupem, estão muito bem, permitem perceber toda a produção e até apreciar a vossa bela Moleirinha!). Este blog fica assim mais rico.

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Guerra Junqueiro – Porta XIII

Quase como quem chama amigos para esta celebração da poesia de Guerra Junqueiro.

Será na Porta XIII, já ali, em Vila Nova de Cerveira.



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança (4)

Ainda a propósito das três exibições de Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, no Auditório Paulo Quintela em Bragança. Participaram, nas duas primeiras sessões, o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, a Escola Secundária Emídio Garcia e a Escola Secundária Miguel Torga, alunos do secundário – 10º e 11º anos, e seus professores.

(Do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal estiveram turmas do curso de Multimédia. Combinámos encontro aqui na Escola das Artes e tirámos umas quantas fotografias às ordens de um exigente e promissor fotógrafo).

Algumas das muitas fotografias, registadas por Sandra Canteiro, com condições de luz pouco favoráveis.
Muito obrigado.

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Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Porto Canal/ RTPI

Ainda num registo de acerto de agenda: a 19 de Novembro, o Porto Canal ofereceu-nos, uma vez mais, a oportunidade de falarmos no “Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro “e mais concretamente do documentário e livro homónimo Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro. Aconteceu isso no programa “PortoAlive!”, em entrevista a Henrique Manuel Pereira, conduzida por Maria Cerqueira Gomes.

 (Dias antes, a 15, a escassos minutos da estreia do filme, estivemos também no “Jornal 18/20” da RTP Informação. A entrevista (cortada com um directo para os preliminares do Portugal Vs Bósnia) foi conduzida por Estela Machado. Infelizmente não temos registo. Foi um dia trepidante…).

 A ambos os canais e protagonistas, o nosso reconhecimento.



“O fato novo do Sultão”

Ainda que tardiamente, devemos aqui registar a dramatização de um dos contos de Guerra Junqueiro que integra os seus Contos para a Infância. Embora publicados em 1877, acreditem que há ali grande potencial de representação.

Parabéns à Biblioteca da Fundação Alord, aos organizadores e, claro, aos actores!

Eis a notícia que recebemos:

“Como vem sendo hábito, esta Biblioteca celebrou mais um aniversário no passado dia 3 de Dezembro.

Para assinalar a efeméride, organizou um espetáculo onde se destacou a dramatização do conto de Guerra Junqueiro “O Fato Novo do Sultão”, com encenação de Eugénia Gonçalves e Ana Ferreira e interpretação dos alunos da EB1 de Parteira.

Esta dramatização inseriu-se na homenagem ao escritor Guerra Junqueiro iniciada no passado mês de Outubro, pela Fundação A LORD, em colaboração com a Escola das Artes da Universidade Católica do Porto (UCP) e no âmbito do projecto Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro e do programa das Comemorações do Centenário da República.

Parabéns aos jovens participantes pelo seu desempenho nesta pequena peça que os presentes aplaudiram vivamente.”

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“Quinta Essência” – Antena 2

 

João Almeida, nome grande da rádio portuguesa, realizador e apresentador do programa Quinta Essência da Antena 2, entrevistou Henrique Manuel Pereira, realizador da longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro.

Partindo do documentário, a conversa girou em torno de Guerra Junqueiro (o poeta, o político, o pensador, o homem de ciência, o agricultor, o coleccionador…)

A entrevista será emitida na sexta-feira dia 27 de Janeiro, às 23h00, e repete sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, às 13h10. Excelente oportunidade para (passar a) ouvir a “radio que toca”…



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança (3)

Em Bragança, nas três exibições de Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, de entre os Meios de Difusão Colectiva ali presentes, uma surpresa e uma descoberta para nós: a Localvisão Tv.

De que se trata? De “um projecto de televisão local com uma dimensão nacional. […] De facto, “é um projecto sem paralelo, assente numa óptica operacional mista de TV Online e Web TV.” E se é “uma televisão de proximidade, que trata individualmente cada região, numa lógica de abordagem diferenciada, tendo em conta as diversidades de cada uma, que os meios de comunicação nacional habitualmente não reconhecem” a Localvisão Tv faz o seu trabalho pela positiva. Está disponível gratuitamente, através da Internet (http://www.localvisao.tv).

Se, como alguém nos disse, a LocalVisão TV é “quase omnipresente”, o trabalho de Ângela Silva mostra que é também muito rápida em termos de produção:



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança (2)

Tal como previsto, no dia 12 do corrente, apresentámos o documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, no auditório Paulo Quintela, em Bragança. Um acolhimento irrepreensível por parte da Drª Fátima Fernandes, vereadora de Cultura da Câmara Municipal de Bragança e três sessões com sala cheia.

Como aguentariam os alunos do secundário uma longa-metragem de documentário? Nada mal, pelo contrário, confirmámos depois, quer no decurso das sessões quer no diálogo subsequente. Para largas dezenas de alunos aquela hora e meia de filme foi a descoberta de Guerra Junqueiro e isso justificou a exibição.

Mas, devemos dizê-lo, a mais emotiva das três sessões foi a das 21h30. Noite gelada e sala quente, com a honrosa presença de D. José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda e a cumplicidade de muitos amigos de longa data.
(Pela minha parte, ganhei o dia ao encontrar-me com duas das mais inspiradoras professoras dos remotos anos do meu “unificado”. Só por isso, teria valido a pena ir a Bragança).

Alguns ecos da iniciativa, a quem significamos o nosso reconhecimento:

Fernando Calado, “Revisitar Junqueiro”. Correio da Manhã (14 Jan. 2012), p. 2. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/revisitar-junqueiro

“Documentário sobre Guerra Junqueiro exibido em Bragança”. Rádio Brigantiahttp://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6468&Itemid=43 (13 Jan. 2011)

“Documentário sobre Guerra Junqueiro exibido em Bragança”. Diário Trás-os-Monteshttp://www.diariodetrasosmontes.com/noticias/seccao.php3?seccao=1 (13 Jan. 2011)

“Documentário sobre Guerra Junqueiro exibido em Bragança”. Sapo Notíciashttp://local.sapo.pt/braganca/(13 Jan. 2011)

“Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro”. Câmara Municipal de Bragança http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=37526&eventoId=47797
(12 Jan. 2011)

Talvez, num outro post, falemos da odisseia que é chegar hoje do Porto a Bragança, da manifesta “caça à multa” (aberta ali pela zona de Mirandela), bem como das paisagens brancas da geada.



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Bragança

Numa parceria da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e da Câmara Municipal de Bragança, a longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, realizada por Henrique Manuel Pereira, com produção da Escola das Artes (UCP.Porto), será exibida amanhã, dia 12, no Auditório Paulo Quintela de Bragança.

O filme terá três exibições, sendo duas (11:00 e 14:30 horas), destinadas às escolas e uma ao público em geral (21:30 horas).



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Reportagem

A Timeline (Grupo de Registo Audiovisual de Som e Imagem) prometeu e cumpriu.

Depois do pequeno resumo que abaixo partilhamos, oferece-nos agora, em pleno fio da navalha da época de exames, uma reportagem de 7’45’’ sobre a noite da estreia do documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro. Sucedeu isso, como sabem, no Auditório Ilídio Pinho (Pólo Foz da UCP-Porto), na noite de 15 de Novembro de 2011.

Este trabalho deve ser creditado a:

 Câmara: André Castro, Bruno Lopes, José Diogo Magro, Samuel Couto Captação de Som: José Diogo Carvalho e José Dinis Henriques Edição Vídeo: Gerardo Burmester e José Diogo Magro Edição Som: José Dinis Henriques Produção: Pedro Moreira Coordenação: Prof.ª Helena Figueiredo.

A todos e a cada um, o nosso reconhecimento.



Boas Festas 2011

“[…] É! As coisas mesmo importantes acontecem assim: a gente só sabe já elas chegaram sem dizerem nada. Os milagres estão sempre a acontecer. Nós não os vemos porque não os esperamos. Ainda assim acontecem.

Somos descrentes. Mexemos muito os olhos. Levamo-los de um lado para outro. Os olhos é preciso demorá-los. Então vê-se bem a beleza, as coisas aí, na sua realidade, no chão, no ar, sempre a nascer, a ressurgir. O milagre entrou dentro de nós.

É como as mães. De repente notam que têm um menino dentro delas. Ele já lá estava, mas elas não sabiam. As coisas importantes da vida chegam sempre assim, infantis, meninalmente”.

(L. Silva Pereira, De Natal em Natal. Braga: APPACDM, 1993, p. 35). Imagem de Urbano, “Os Primeiros Frutos 1999-2000”)

 Um Natal com a luz e a medida dos sonhos de cada um.

(A Equipa do Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro).

(Não estranhem que não usemos a poesia de “Natal” que Guerra Junqueiro recolheu em Poesias Dispersas. Já por duas vezes, quer sob a forma de animação quer com imagem e texto, aqui a partilhamos. Será uma questão de viajar pelo tempo deste blog)



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Livro e DVD

 

 

 

 

 

 

 

Não o dissemos ainda, e, lembram os amigos, é bom que o digamos: na noite da estreia da longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, lançamos também o livro homónimo Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro: O Documentário. Olhares e Argumento. Porto: Católica. Porto, 2011, 128pp. ISBN: 978-989-8366-20-7.

Índice:

 

 

Já agora, até porque pode dar-se o caso de alguém precisar ainda de uma prenda, será bom dizer que quer o DVD do documentário quer o Livro, se encontram já à venda nas livrarias dos grupos FNAC, Bertrand e Almedina.

 

Frente e verso da capa do DVD:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Impressões sobre a “Música de Junqueiro”

Como sabem, este blog circunscreve-se ao universo Guerra Junqueiro e mais especificamente ao Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro.

Que o nosso projecto cruzou fronteiras (tendo chegado a Espanha, Suíça, Brasil, França, Itália, Macau e, imagine-se, Rússia!) já o sabíamos de fonte segura e com inegável satisfação.

Porque há um tempo para cada coisa, um tempo para semear e um tempo para colher, como lembra Eclesiastes, e porque todos os dias trazem sua surpresa, fomos hoje surpreendidos com o texto “A Música de Junqueiro” – A Música para Junqueiro, integrado no livro Impressões Sobre a Música Portuguesa (ISBN 978-989-26-0119-9) do professor e pianista José Eduardo Martins.

Tratando-se de um reputado Autor brasileiro, natural de S. Paulo, o volume foi editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra e reúne artigos académicos e textos publicados em França, Portugal e Brasil, desde 1992 até 2011. Além do mais, faz-se acompanhar de um belo CD (e será talvez o 22º gravado pelo Autor) com 40 temas de Carlos Seixas, Francisco de Lacerda, Fernando Lopes-Graça e Jorge Peixinho.

Pois, José Eduardo Martins – Doctor Honoris Causa pela Universidade Constantin Brancusi da Roménia e Académico Honorário da Academia Brasileira de Música – concede, em Impressões sobre a Música Portuguesa, generosas apreciações e páginas a A Música de Junqueiro (livro com CD duplo. UCP, Escolas das Artes, 2009). Por exemplo:

Trata-se de uma obra fundamental para o conhecimento não apenas de uma característica poético-musical do grande poeta e escritor, mas também para a compreensão de todo um processo que leva o compositor a buscar poemas que emanem “sonoridades”. Tão mais sonoros são os versos junqueirinos quão mais entendemos que, ao longo de um século, apesar de toda a trajectória da escrita composicional, os poemas de Junqueiro jamais deixaram de interessar aos músicos. Torna-se evidente que a visitação constante, na maior parte constituída de compositores expressivos, é inequívoca presença dessa imanência musical nos poemas de Guerra Junqueiro. E, bem mais adiante (p. 261), termina: Modelo a ser seguido. Assim seja, dizemos nós.

Dispensam-nos de dizer que não foi “encomenda”, pois que nem sequer temos a honra de conhecer o Autor de Impressões sobre a Música Portuguesa. O livro foi publicado na colecção “Documentos” da Imprensa de Coimbra e, para nós, é de um verdadeiro documento que se trata. O nosso reconhecimento.

http://www.uc.pt/imprensa_uc/catalogo/documentos/impressoes



A Sátira de Guerra Junqueiro

Há muito que andávamos para apresentar aqui A Sátira na Poesia Portuguesa, e a Poesia Satírica de Nicolau Tolentino, Guerra Junqueiro e Alexandre Herculano da autoria de Carlos Nogueira (ISBN 978-972-31-1364-8).

Dispensando-nos de explicar o óbvio, e de dizer que a sátira é assunto sério, diremos apenas que se trata de um trabalho de fundo absolutamente singular, desenvolvido ao longo de 828 páginas, pautado pela hermenêutica lúcida, pelo rigor e generosidade documental. Por tudo isso se justifica o precioso e beneditino índice onomástico que fecha o volume recentemente (e em boa hora!) editado pela Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Qual o método adoptado? O Autor o explica: “em primeiro lugar, análise da evolução diacrónica da sátira lírica portuguesa e do concreto das suas sincronias socioculturais; em segundo lugar, abordagem crítica simultaneamente comparatista e disjuntiva de três autores radicalmente diferente, tanto nas paixões intrínsecas e secretas como na textualidade satírica que materializa essa índole, mas irmanados pelo mesmo desejo de transformação ética e estética do real”.

Há uma outra razão, e esta do foro mais íntimo, para trazer aqui este monumental trabalho: o seu Autor, Carlos Nogueira (Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa) deu um significativo contributo ao nosso Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro. Assim, podemos lê-lo em À Volta de Junqueiro, Vida, Obra e Pensamento (2010) e podemos vê-lo e ouvi-lo em Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro (2011). Obviamente que nos sentimos muito honrados e gratos.



RTP – Diário Câmara Clara

A longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro esteve em destaque no Diário Câmara Clara de 14 de Novembro.

Trabalho assinado pelo jornalista Nuno F. Santos.

RTP – DIÁRIO CÂMARA CLARA.



Cumplicidades

É verdade que as cumplicidades são secretas, mas algumas não só podem como devem ser públicas. É o caso da de João Carlos. Desafiamo-lo a fazer um retrato sobre Guerra Junqueiro e o resultado – com base em fotografias e na obra do poeta – é o que abaixo se mostra. Fosse apenas pelos (novos) amigos que congregou e o projecto Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro teria valido o esforço!

Houve quem manifestasse interesse em adquirir algumas pinturas. Dizer que ficámos muito contentes com isso pode parecer frase de efeito. Como não o é, fica dito.

 João Carlos (João Carlos Sousa Dias Ferreira) nasceu em Trancoso em 6 de Maio 1949 e licenciou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto (FEUP), em 1974. Cedo começou a dedicar-se à pintura, encontrando nela “a linguagem em que exterioriza a ruptura do quotidiano, sem qualquer outra preocupação que não seja a de pintar”. Realizou várias exposições individuais e colectivas, estando a maioria da sua obra em colecções particulares.

 A Catarina Guiomar e Ana Pichel, fotógrafas cujo nome importa registar, o nosso muito obrigado.

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Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro no “Fila J”

Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro no FILA J de José Carlos Barreto, na antena da TSF.

O nosso reconhecimento.


http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2125388



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro (O filme05)

A longa-metragem de documentário “Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro” serviu de mote a uma entrevista com Henrique Manuel Pereira, realizada a 14 de Novembro de 2011, nos estúdios da RTP, em Lisboa, conduzida por Paulo Rocha, no âmbito do programa Ecclesia.