Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


“O fato novo do Sultão”

Ainda que tardiamente, devemos aqui registar a dramatização de um dos contos de Guerra Junqueiro que integra os seus Contos para a Infância. Embora publicados em 1877, acreditem que há ali grande potencial de representação.

Parabéns à Biblioteca da Fundação Alord, aos organizadores e, claro, aos actores!

Eis a notícia que recebemos:

“Como vem sendo hábito, esta Biblioteca celebrou mais um aniversário no passado dia 3 de Dezembro.

Para assinalar a efeméride, organizou um espetáculo onde se destacou a dramatização do conto de Guerra Junqueiro “O Fato Novo do Sultão”, com encenação de Eugénia Gonçalves e Ana Ferreira e interpretação dos alunos da EB1 de Parteira.

Esta dramatização inseriu-se na homenagem ao escritor Guerra Junqueiro iniciada no passado mês de Outubro, pela Fundação A LORD, em colaboração com a Escola das Artes da Universidade Católica do Porto (UCP) e no âmbito do projecto Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro e do programa das Comemorações do Centenário da República.

Parabéns aos jovens participantes pelo seu desempenho nesta pequena peça que os presentes aplaudiram vivamente.”

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Boas Festas 2011

“[…] É! As coisas mesmo importantes acontecem assim: a gente só sabe já elas chegaram sem dizerem nada. Os milagres estão sempre a acontecer. Nós não os vemos porque não os esperamos. Ainda assim acontecem.

Somos descrentes. Mexemos muito os olhos. Levamo-los de um lado para outro. Os olhos é preciso demorá-los. Então vê-se bem a beleza, as coisas aí, na sua realidade, no chão, no ar, sempre a nascer, a ressurgir. O milagre entrou dentro de nós.

É como as mães. De repente notam que têm um menino dentro delas. Ele já lá estava, mas elas não sabiam. As coisas importantes da vida chegam sempre assim, infantis, meninalmente”.

(L. Silva Pereira, De Natal em Natal. Braga: APPACDM, 1993, p. 35). Imagem de Urbano, “Os Primeiros Frutos 1999-2000”)

 Um Natal com a luz e a medida dos sonhos de cada um.

(A Equipa do Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro).

(Não estranhem que não usemos a poesia de “Natal” que Guerra Junqueiro recolheu em Poesias Dispersas. Já por duas vezes, quer sob a forma de animação quer com imagem e texto, aqui a partilhamos. Será uma questão de viajar pelo tempo deste blog)



Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro – Livro e DVD

 

 

 

 

 

 

 

Não o dissemos ainda, e, lembram os amigos, é bom que o digamos: na noite da estreia da longa-metragem de documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, lançamos também o livro homónimo Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro: O Documentário. Olhares e Argumento. Porto: Católica. Porto, 2011, 128pp. ISBN: 978-989-8366-20-7.

Índice:

 

 

Já agora, até porque pode dar-se o caso de alguém precisar ainda de uma prenda, será bom dizer que quer o DVD do documentário quer o Livro, se encontram já à venda nas livrarias dos grupos FNAC, Bertrand e Almedina.

 

Frente e verso da capa do DVD:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Impressões sobre a “Música de Junqueiro”

Como sabem, este blog circunscreve-se ao universo Guerra Junqueiro e mais especificamente ao Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro.

Que o nosso projecto cruzou fronteiras (tendo chegado a Espanha, Suíça, Brasil, França, Itália, Macau e, imagine-se, Rússia!) já o sabíamos de fonte segura e com inegável satisfação.

Porque há um tempo para cada coisa, um tempo para semear e um tempo para colher, como lembra Eclesiastes, e porque todos os dias trazem sua surpresa, fomos hoje surpreendidos com o texto “A Música de Junqueiro” – A Música para Junqueiro, integrado no livro Impressões Sobre a Música Portuguesa (ISBN 978-989-26-0119-9) do professor e pianista José Eduardo Martins.

Tratando-se de um reputado Autor brasileiro, natural de S. Paulo, o volume foi editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra e reúne artigos académicos e textos publicados em França, Portugal e Brasil, desde 1992 até 2011. Além do mais, faz-se acompanhar de um belo CD (e será talvez o 22º gravado pelo Autor) com 40 temas de Carlos Seixas, Francisco de Lacerda, Fernando Lopes-Graça e Jorge Peixinho.

Pois, José Eduardo Martins – Doctor Honoris Causa pela Universidade Constantin Brancusi da Roménia e Académico Honorário da Academia Brasileira de Música – concede, em Impressões sobre a Música Portuguesa, generosas apreciações e páginas a A Música de Junqueiro (livro com CD duplo. UCP, Escolas das Artes, 2009). Por exemplo:

Trata-se de uma obra fundamental para o conhecimento não apenas de uma característica poético-musical do grande poeta e escritor, mas também para a compreensão de todo um processo que leva o compositor a buscar poemas que emanem “sonoridades”. Tão mais sonoros são os versos junqueirinos quão mais entendemos que, ao longo de um século, apesar de toda a trajectória da escrita composicional, os poemas de Junqueiro jamais deixaram de interessar aos músicos. Torna-se evidente que a visitação constante, na maior parte constituída de compositores expressivos, é inequívoca presença dessa imanência musical nos poemas de Guerra Junqueiro. E, bem mais adiante (p. 261), termina: Modelo a ser seguido. Assim seja, dizemos nós.

Dispensam-nos de dizer que não foi “encomenda”, pois que nem sequer temos a honra de conhecer o Autor de Impressões sobre a Música Portuguesa. O livro foi publicado na colecção “Documentos” da Imprensa de Coimbra e, para nós, é de um verdadeiro documento que se trata. O nosso reconhecimento.

http://www.uc.pt/imprensa_uc/catalogo/documentos/impressoes



A Sátira de Guerra Junqueiro

Há muito que andávamos para apresentar aqui A Sátira na Poesia Portuguesa, e a Poesia Satírica de Nicolau Tolentino, Guerra Junqueiro e Alexandre Herculano da autoria de Carlos Nogueira (ISBN 978-972-31-1364-8).

Dispensando-nos de explicar o óbvio, e de dizer que a sátira é assunto sério, diremos apenas que se trata de um trabalho de fundo absolutamente singular, desenvolvido ao longo de 828 páginas, pautado pela hermenêutica lúcida, pelo rigor e generosidade documental. Por tudo isso se justifica o precioso e beneditino índice onomástico que fecha o volume recentemente (e em boa hora!) editado pela Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Qual o método adoptado? O Autor o explica: “em primeiro lugar, análise da evolução diacrónica da sátira lírica portuguesa e do concreto das suas sincronias socioculturais; em segundo lugar, abordagem crítica simultaneamente comparatista e disjuntiva de três autores radicalmente diferente, tanto nas paixões intrínsecas e secretas como na textualidade satírica que materializa essa índole, mas irmanados pelo mesmo desejo de transformação ética e estética do real”.

Há uma outra razão, e esta do foro mais íntimo, para trazer aqui este monumental trabalho: o seu Autor, Carlos Nogueira (Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa) deu um significativo contributo ao nosso Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro. Assim, podemos lê-lo em À Volta de Junqueiro, Vida, Obra e Pensamento (2010) e podemos vê-lo e ouvi-lo em Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro (2011). Obviamente que nos sentimos muito honrados e gratos.



Cumplicidades

É verdade que as cumplicidades são secretas, mas algumas não só podem como devem ser públicas. É o caso da de João Carlos. Desafiamo-lo a fazer um retrato sobre Guerra Junqueiro e o resultado – com base em fotografias e na obra do poeta – é o que abaixo se mostra. Fosse apenas pelos (novos) amigos que congregou e o projecto Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro teria valido o esforço!

Houve quem manifestasse interesse em adquirir algumas pinturas. Dizer que ficámos muito contentes com isso pode parecer frase de efeito. Como não o é, fica dito.

 João Carlos (João Carlos Sousa Dias Ferreira) nasceu em Trancoso em 6 de Maio 1949 e licenciou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto (FEUP), em 1974. Cedo começou a dedicar-se à pintura, encontrando nela “a linguagem em que exterioriza a ruptura do quotidiano, sem qualquer outra preocupação que não seja a de pintar”. Realizou várias exposições individuais e colectivas, estando a maioria da sua obra em colecções particulares.

 A Catarina Guiomar e Ana Pichel, fotógrafas cujo nome importa registar, o nosso muito obrigado.

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Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro (O filme.02)

Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro é um documentário sob a forma de longa-metragem, em 90m, produzido pela Escola das Artes (UCP-Porto), com realização de Henrique Manuel Pereira.

Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro percorre a vida e as polémicas, a obra, o pensamento e o extraordinário legado cultural de Guerra Junqueiro.
Resulta de mais de 100 horas de filmagens, de 30 horas de entrevistas (com estudiosos, admiradores, familiares e conterrâneos de Guerra Junqueiro), e de uma exaustiva recolha de material de arquivo fílmico, fotográfico, sonoro, bibliográfico/iconográfico, feita dentro e fora do país.
Assumindo Guerra Junqueiro o papel de narrador, pela voz de Fernando Alves, a Banda Sonora do filme é integralmente construída com músicas compostas sobre ou inspiradas na obra do Poeta

Entre as mais de 50 personalidades que depõem em Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, contam-se: Eduardo Lourenço, Mário Soares, D. Manuel Clemente, Maria Helena da Rocha Pereira, Nuno Júdice, António Cândido Franco, José Carlos Seabra Pereira, Miguel Real, Manuel Ferreira Patrício, Elias Torres Feijó, Hilary Philip Reader, Reto Monico, Edivaldo Boaventura…

Participações especiais: Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Manoel de Oliveira, Pedro Abrunhosa.

Realização: Henrique Manuel Pereira
Assistente de realização: Pedro Alves
Produção: Escola das Artes (Marta Reis, Henrique Manuel Pereira)
Direcção de Fotografia: António Morais, Pedro Alves
Design de Som: João Cordeiro
Locução: Fernando Alves
Montagem: Renata Ramos
Design Gráfico: Ida Cruz

Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro estreia a 15 de Novembro, às 21h30, no auditório Ilídio Pinho da Universidade Católica Porto, campus da Foz.