Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


À Mocidade das Escolas

Na noite do lançamento do livro duplo Fiel / Na Feira da Ladra (História de um Piano), logo depois de “A Moleirinha”, e antes da saudação de Francisco Leal, o Orfeão A LORD interpretou “À Mocidade das Escolas”, uma vez mais sob a regência do maestro Luís Monteiro.
Datada de 8 de Dezembro de 1890, em plena efervescência decorrente do Ultimatum inglês, “À Mocidade das Escolas” é a 12ª composição que dá corpo ao livro Finis Patriae.

Câmara: Bruno Lopes, Pedro Rocha, Gonçalo Santiago
Edição: Gonçalo Santiago

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Moleirinha: Abertura

Abertura da noite de 1 de Outubro na Fundação A LORD.
Na assistência, muitas pessoas sabiam de cor este poema. Não admira, tanto mais que era texto obrigatório nas selectas desde os finais dos anos 20 do século XX.

A octogenária e sorridente Moleirinha é minhota e faz parte de Os Simples (1892). Sobre este livro escreveu Guerra Junqueiro:

“Quis mentalmente viver a vida singela e primitiva de boas e santas criaturas, que atravessam um mundo de miséria e de injustiças, de vícios e de crimes, de fomes e de tormentos, sem um olhar de medição para a natureza, sem uma palavra de queixume para o destino. E então encarnei, por assim dizer, no pastor grandioso e asceta, na moleirinha octogenária e sorridente, no cavador trágico, nos mendigos bíblicos, na mansidão dos bois arroteando os campos e nas lavaredas d’oiro do castanheiro, aquecendo a velhice, alegrando a infância, iluminando a choupana.
E, depois de uma existência de sacrifício e de pureza, d’abnegação e de bondade, deitei esses ingénuos e pobres aldeões na terra misericordiosa e florida do campo-santo, pondo-lhes por cima das sepulturas rasas o Céu maravilhoso e cândido, que em vida sonharam e desejaram.
É claro que essas figuras não são inteiramente reais, da realidade estrita, efémera e tangível. Criei-as, ou antes, completei-as com a minha alma, com o meu próprio ideal.
Quem vir neste livrinho somente o lado externo e literário, a forma, a paisagem, a pintura rústica, não o entendeu, nem o soube ler.”

Câmara: Bruno Lopes, Pedro Rocha, Gonçalo Santiago
Edição: Gonçalo Santiago



Fiel/Na Feira da Ladra (História de um Piano) 2

Imagens da noite de 1 de Outubro, no Auditório da Fundação A LORD. Por aqui passam, além de alguns dos que connosco estiveram, Francisco Leal, Daniel Serrão, Henrique Manuel S. Pereira, Orfeão da Fundação A LORD, Joana Moreira e Joana Cristela.

Câmara e edição de Bruno Lopes.