Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


100 anos de República – Guerra Junqueiro

Ficamos contentes quando alguém nos faz saber que está solidário. Isto a propósito dos exclamativos e-mails que, desde o passado domingo, nos têm chegado.

Por acaso (ou melhor, em boa verdade tínhamos um certo feeling…), também nós tivemos oportunidade de acompanhar as cerimónias da abertura oficial das Comemorações do Centenário da República no Porto a 31 de Jan. 2010. Não obstante, significamos a nossa gratidão a quantos, por e-mail, no-lo assinalaram.

Quando nos lançámos a Revisitar/descobrir Guerra Junqueiro tínhamos por horizonte alguns objectivos. Desde logo, abrir, pelo som, pela imagem e pela palavra as nuvens quietas dos preconceitos para resgatar um Poeta-pensador da bruma da amnésia colectiva. Partimos convictos de que “hoje” seria possível, porque o Tempo sempre abre fronteiras interditas, tempera preconceitos e juízos. Todavia, como se sabe, o Tempo raramente actua por revolução e quase sempre o faz por demorada e lenta evolução. Ver-se-á.

Quando, no passado mês de Novembro lançámos A Música de Junqueiro (livro com CD duplo) queríamos traduzir uma outra ideia: que este projecto configurasse uma antecipação e uma oportunidade ou pretexto para Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro ao longo de todo o ano de 2010. Na mesma data, lançamos uma colecção de 10 pequenos postais, nove deles com outras tantas caricaturas e frases de Guerra Junqueiro. Vejamos a frente e o verso do nº 5:

Já agora, citemos o parágrafo completo:

“Republicano e patriota tornaram-se sinónimos. Hoje quem diz pátria, diz república. Não uma república doutrinária, estupidamente jacobina, mas uma república larga, franca, nacional, onde caibam todos. Não dum partido, da nação. Presidente o melhor. Foi por acaso miguelista? Embora. Uma revolução por selecção de caracteres”.

O espaço não o permitia, mas agora sempre podemos dizer que a frase data de 1894. Guerra Junqueiro escreveu-a para prefácio ao livro Memória a José Falcão e retomou-a nas “Anotações” da Pátria (1896).

Por conseguinte, sim, além de confirmados na escolha da frase, foi com satisfação que ouvimos o actual Presidente da República citar o Poeta de Freixo de Espada à Cinta na abertura oficial das comemorações da República. Curioso é que, com desfasamento de pouco tempo, a mesma frase de Junqueiro era citada por um candidato à presidência da mesma República portuguesa

HP

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