Revisitar | Descobrir Guerra Junqueiro


Carta aberta de Espanha
10 Junho, 2009, 5:27 pm
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pedroCaros Junqueirianos,

Por uma feliz coincidência, da qual apenas tomei consciência no preciso momento em que começava estas linhas, escrevo-vos no dia em que celebramos, portugueses, a possibilidade de nos reconhecermos cidadãos de um país independente. A independência que celebramos reveste-se de roupagens políticas, sociais, económicas e – aquelas que mais me interessam neste caso – culturais. A nossa cultura tem razões para ser celebrada, por muito que nos passe frequente e diariamente despercebida ou garantida. E partidismo ou subjectivismo nosso à parte, Guerra Junqueiro será, certamente, um dos vértices culturais a ser lembrado nessas celebrações. Cá por Madrid lembrarei esse vértice sozinho, provavelmente, visto que das pessoas com quem tenho falado sobre o projecto ou Poeta (gente de várias idades, classes sociais, profissões, nacionalidades e contextos), nem uma única reconhece o seu nome. Um ponto (mais) a favor do nosso projecto.

Apesar de distante da “aconchegada” sala de edição de vídeo #19, da esteticamente prática sala de reuniões ou do preenchido gabinete do GAPSI (que, tanto quanto soube, mudou recentemente de instalações – sim, tenho as minhas fontes), tenho-me mantido, como sabem, próximo de todo o trabalho que está a ser desenvolvido e vou tomando parte em tudo aquilo que os quilómetros de separação me permitem. Felizmente os meios de comunicação como a internet e o telemóvel ainda não condicionam as suas possibilidades de aproximação de ideias e recursos pela distância física, o que me vai deixando dar uma ou duas perninhas em algumas das nossas pendências. Aproximamo-nos do final de um longo percurso, iniciado há cerca de ano e meio (sou uma das pessoas a quem dá a impressão de que cada dia vivido no projecto deve ter valido por 3 ou 4 reais, tal foi a velocidade com que o tempo passou). Os objectivos colocados no começo deste caminho não se comparam mais às exigências que o projecto global foi ganhando durante todo este tempo. A ambição, bem como a responsabilidade, cresceram. As dificuldades e cansaço também. Mas, pelo menos no que me toca (e com a humildade de quem não tem mais que viver diariamente e intensivamente todas as fases e faces do projecto), continuo com a mesma confiança, expectativa e optimismo que respirei no primeiro encontro, na primeira reunião, na primeira filmagem, no primeiro resultado. Sinto a saudade tão portuguesa por todos os momentos de trabalho, reflexão e lazer, por toda a dinâmica diária da construção de algo que nos marcará a todos, certamente, a nível profissional e pessoal. Lo echo todo de menos.

Por tudo isto, e mesmo à distância, as barbas não param de crescer. E não irão parar, por muito frequente que seja a necessidade de as aparar. Não perdem a confiança, a motivação e a responsabilidade de poderem fazer parte de uma face hermosa como é a do Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro (tal como o são as dos membros da sua equipa, claro – um outro ponto [mais] a favor do projecto).

Um abraço “unamuniano” do vosso companheiro de Guerra.

Pedro Alves
(Madrid, 10 de Junho de 2009)

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